30/07/2017

APOSTOLO ROSINALDO

URGENTE; MORO da entrevista para incentivar o trabalho cooperativo de jornalistas investigativos



Sérgio Moro afirmou, em entrevista publicada pelo jornal Folha de S.Paulo neste domingo, que percebe uma ausência de ações firmes das autoridades políticas brasileiras para combater a corrupção, o que deixa uma impressão de que essa é uma "tarefa única e exclusivamente" de policiais, procuradores e juízes.

No Brasil, estamos mais preocupados em não retroceder, em evitar medidas legislativas que obstruam as apurações das responsabilidades, do que propriamente em proposições legislativas que diminuam a oportunidade de corrupção. Vejo no mundo político uma grande inércia", disse Moro em entrevista ao grupo internacional de jornalismo colaborativo Investiga Lava Jato, do qual a Folha é um dos coordenadores.
Moro, responsável pelas ações decorrentes da operação Lava Jato na Justiça Federal do Paraná, rebateu acusações de que as investigações tem o PT como foco, citando como exemplo a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, do PMDB.



O juiz também defendeu a decisão de levantar o sigilo de conversa telefônica interceptada entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a então presidente Dilma Rousseff no ano passado, apesar de ter reconhecido recentemente que pode ter sido um equívoco a divulgação devido à polêmica gerada pela decisão.
"A escolha adotada desde o início desse processo era tornar tudo público, desde que isso não fosse prejudicial às investigações. O que aconteceu nesse caso não foi nada diferente dos demais. As pessoas tinham direito de saber a respeito do conteúdo daqueles diálogos", afirmou na entrevista.
Segundo a Folha, Moro disse antes da entrevista que resolveu falar ao grupo de jornalistas "para incentivar o trabalho cooperativo de jornalistas investigativos". epocanegocios.globo.com

Por jornal 21 brasil